DISCO - LANÇAMENTOS
Bia Abramo
Especial para a Folha
Foi no estúdio Yb que o pernambucano Otto gravou "Samba pra Burro", o melhor lançamento de música brasileira do ano passado. Pouco mais de um ano depois, o estúdio que pertence a dois Nouvelle Cuisine, Mauricio Tagliari, Luca Raele, e ao engenheiro de som Cacá Lima desdobrou-se em um selo, o Ybrazil? Music e o Alternet Music, um site de venda direta de selos alternativos.
Os cinco primeiros produtos do selo chegam às lojas esta semana. Música brasileira contemporânea talvez seja a única definição que dê conta de compreender experimentos tão diversos quanto o samba'n'bass de Rica Amabis e a soberba homenagem eletromagnética a Luiz Gonzaga pela cena pernambucana.
Uma outra forma seria caracterizá-lo como um selo de projetos extremamente autorais: cá o quinteto de clarinetes Sujeito a Guincho, lá a atriz-cantora Andrea Marquee fazendo MPB pop jazzy, acolá a volta de Alex Antunes, produtor-executivo do Ybrazil? e agora na encarnação Lex Lilith, no projeto Shiva Las Vegas.
Antes de virar selo, os estúdios (são dois) dedicavam-se principalmente à publicidade, e por conta disso, de acordo com Antunes, desenvolveram uma "cultura moderna de produção", que consiste em "processar qualquer tipo de informação musical".
O projeto Ybrazil?, portanto, reúne produtores com formações diversas e diferenciadas -há músicos tornados produtores, como Tagliari e Raele, há produtores tornados músicos, como Amabis, e há Antunes, um militante de idéias musicais- e estúdios de alto padrão técnico, mas também se cercou pelo lado comercial.
Amanhã estréia com o Alternet Music (www.alternetmusic.com.br), um site de venda direta de CDs, que vai representar também outros selos, como Baratos Afins, Bife com Batatinhas, Motor Music, Candeeiro.
"Nós estávamos cheios de bater de frente com a insensibilidade das gravadoras. Não apenas estética, que essa nem adianta, mas também comercial, que chega ao absurdo de considerar uma banda que vende 50 mil unidades como um fracasso", diz Antunes, em referência à dispensa da banda de Recife pela Sony. "Queremos transformar o site numa ponte para o lojista diferenciado, aquele que sabe que vai vender 20 discos do Red Hot Chili Peppers e nenhum do Padre Marcelo, mas fica pendurado com os prazos absurdos de reposição das majors."
Bia Abramo
Especial para a Folha
Foi no estúdio Yb que o pernambucano Otto gravou "Samba pra Burro", o melhor lançamento de música brasileira do ano passado. Pouco mais de um ano depois, o estúdio que pertence a dois Nouvelle Cuisine, Mauricio Tagliari, Luca Raele, e ao engenheiro de som Cacá Lima desdobrou-se em um selo, o Ybrazil? Music e o Alternet Music, um site de venda direta de selos alternativos.
Os cinco primeiros produtos do selo chegam às lojas esta semana. Música brasileira contemporânea talvez seja a única definição que dê conta de compreender experimentos tão diversos quanto o samba'n'bass de Rica Amabis e a soberba homenagem eletromagnética a Luiz Gonzaga pela cena pernambucana.
Uma outra forma seria caracterizá-lo como um selo de projetos extremamente autorais: cá o quinteto de clarinetes Sujeito a Guincho, lá a atriz-cantora Andrea Marquee fazendo MPB pop jazzy, acolá a volta de Alex Antunes, produtor-executivo do Ybrazil? e agora na encarnação Lex Lilith, no projeto Shiva Las Vegas.
Antes de virar selo, os estúdios (são dois) dedicavam-se principalmente à publicidade, e por conta disso, de acordo com Antunes, desenvolveram uma "cultura moderna de produção", que consiste em "processar qualquer tipo de informação musical".
O projeto Ybrazil?, portanto, reúne produtores com formações diversas e diferenciadas -há músicos tornados produtores, como Tagliari e Raele, há produtores tornados músicos, como Amabis, e há Antunes, um militante de idéias musicais- e estúdios de alto padrão técnico, mas também se cercou pelo lado comercial.
Amanhã estréia com o Alternet Music (www.alternetmusic.com.br), um site de venda direta de CDs, que vai representar também outros selos, como Baratos Afins, Bife com Batatinhas, Motor Music, Candeeiro.
"Nós estávamos cheios de bater de frente com a insensibilidade das gravadoras. Não apenas estética, que essa nem adianta, mas também comercial, que chega ao absurdo de considerar uma banda que vende 50 mil unidades como um fracasso", diz Antunes, em referência à dispensa da banda de Recife pela Sony. "Queremos transformar o site numa ponte para o lojista diferenciado, aquele que sabe que vai vender 20 discos do Red Hot Chili Peppers e nenhum do Padre Marcelo, mas fica pendurado com os prazos absurdos de reposição das majors."
Fonte: Folha de S. Paulo – Ilustrada – 07 de Dezembro de 1999
Nenhum comentário:
Postar um comentário