MÚSICA
Saem os hippies, entram os "caretas'
Bia Abramo
Especial para a Folha, de Berkeley
Woodstock nem vai precisar completar 30 anos para deixar de ser confiável. O 29º aniversário do festival que marcou a era hippie vai ter uma comemoração para lá de careta. Serão três dias de shows, que começam hoje, com atrações como Pete Townshend, Lou Reed, Don Henley e Donovan (veja texto abaixo).
O local é o mesmo que abrigou os três dias de paz, amor e lama em 1969 -uma fazenda em Bethel (120 km a nordeste de Nova York) -, mas as semelhanças param aí.
As apresentações começam ao meio-dia, mas encerram-se impreterivelmente às 7h da noite. É proibido acampar e fazer fogueira. Em vez das 450 mil pessoas que foram ao festival em 69, a versão anos 90 terá lotação limitada a 30 mil pessoas por dia. O ingresso custa US$ 70 em vez dos US$ 18 de quase três décadas atrás.
O promotor de "A Day in The Garden", o nome oficial dessa festinha comportada, é Alan Gerry, um empresário de 69 anos. Ana passado, Gerry comprou a propriedade no Estado de Nova York onde o primeiro Woodstock foi realizado com o intuito de transformá-la em atração turística: o empresário quer construir um centro de convenções, campo de golfe, teatros, restaurantes e shoppings.
Não é a primeira vez que o festival é explorado. Quatro anos atrás, no aniversário de 25 anos, alguns organizadores do primeiro Woodstock realizaram uma versão anos 90, ambiciosa e bem-sucedida. Com ingressos a US$ 150 e realizado também em Saugerties (Estado de Nova York), o Woodstock 94 combinou bandas dos anos 60 e 90 - Arrested Development, Green Day e Cypress Hill, de um lado e Bob Dylan, Allman Brothers e Santana, de outro- e atraiu mais de 200 mil pessoas nos três dias.
"A Day in the Garden" é apenas o começo de uma espécie de Las Vegas roqueira, "o primeiro passo num programa para desenvolver o sítio como um complexo cultural, musical, de artes e entretenimento", segundo o web site oficial da Gerry Foundation Inc. Um grupo denominado Woosdtock Nation Foundation já entrou na justiça para tentar garantir acesso público ao local.
Saem os hippies, entram os "caretas'
Bia Abramo
Especial para a Folha, de Berkeley
Woodstock nem vai precisar completar 30 anos para deixar de ser confiável. O 29º aniversário do festival que marcou a era hippie vai ter uma comemoração para lá de careta. Serão três dias de shows, que começam hoje, com atrações como Pete Townshend, Lou Reed, Don Henley e Donovan (veja texto abaixo).
O local é o mesmo que abrigou os três dias de paz, amor e lama em 1969 -uma fazenda em Bethel (120 km a nordeste de Nova York) -, mas as semelhanças param aí.
As apresentações começam ao meio-dia, mas encerram-se impreterivelmente às 7h da noite. É proibido acampar e fazer fogueira. Em vez das 450 mil pessoas que foram ao festival em 69, a versão anos 90 terá lotação limitada a 30 mil pessoas por dia. O ingresso custa US$ 70 em vez dos US$ 18 de quase três décadas atrás.
O promotor de "A Day in The Garden", o nome oficial dessa festinha comportada, é Alan Gerry, um empresário de 69 anos. Ana passado, Gerry comprou a propriedade no Estado de Nova York onde o primeiro Woodstock foi realizado com o intuito de transformá-la em atração turística: o empresário quer construir um centro de convenções, campo de golfe, teatros, restaurantes e shoppings.
Não é a primeira vez que o festival é explorado. Quatro anos atrás, no aniversário de 25 anos, alguns organizadores do primeiro Woodstock realizaram uma versão anos 90, ambiciosa e bem-sucedida. Com ingressos a US$ 150 e realizado também em Saugerties (Estado de Nova York), o Woodstock 94 combinou bandas dos anos 60 e 90 - Arrested Development, Green Day e Cypress Hill, de um lado e Bob Dylan, Allman Brothers e Santana, de outro- e atraiu mais de 200 mil pessoas nos três dias.
"A Day in the Garden" é apenas o começo de uma espécie de Las Vegas roqueira, "o primeiro passo num programa para desenvolver o sítio como um complexo cultural, musical, de artes e entretenimento", segundo o web site oficial da Gerry Foundation Inc. Um grupo denominado Woosdtock Nation Foundation já entrou na justiça para tentar garantir acesso público ao local.
Fonte: Folha de S. Paulo – Ilustrada – 14 de agosto de 1998
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